terça-feira , 24 outubro 2017
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Nasa descobre sistema solar com 7 planetas parecidos com a Terra

Três desses planetas estão na zona habitável. A expectativa é que eles possam ter oceanos de água em forma líquida

São Paulo – A Nasa anunciou hoje que encontrou o primeiro sistema solar com sete planetas de tamanho similar ao da Terra pela primeira vez na história. O sistema foi encontrado a cerca de 39 anos-luz de distância–uma distância relativamente pequena em termos cósmicos.

Dos sete planetas, três estão dentro de uma zona habitável, onde é possível ter água líquida e, consequentemente, vida. Os astros mais próximos do seu sol devem ser quentes demais para ter água líquida e os mais distantes devem ter oceanos congelados.

Os planetas orbitam uma estrela anã chamada Trappist-1, que é similar ao Sol e um pouco maior do que Júpiter. Segundo a agência espacial, os astros têm massas semelhantes à da Terra e são de composição rochosa. A expectativa da Nasa é que, na pior das hipóteses, ao menos um dos planetas tenha temperatura ideal para a presença de oceanos de água em forma líquida, assim como acontece na Terra.

As observações preliminares indicam que um dos planetas pode ter oxigênio em sua atmosfera–o que possibilitaria a realização de atividades fotossintéticas por lá. Para que haja vida como concebida por nós, no entanto, é preciso a presença de outros elementos na atmosfera, como metano e ozônio.

Segundo o estudo, que foi publicado na revista Nature, há chances de os cientistas encontrarem vida nesses planetas. “Não é mais uma questão de ‘se’, mas uma questão de ‘quando’”, disse Thomas Zurbuchen, administrador da Direção de Missão Científica da Nasa, na coletiva que anunciou a descoberta.

Telescópios na Terra e o Hubble, um telescópio espacial, poderão analisar em detalhes as moléculas das atmosferas dos planetas. Nessa exploração, o Telescópio James Webb, que será lançado ao espaço em 2018, terá papel fundamental. Ele será equipado com luz infravermelha, ideal para analisar o tipo de luz que é emitida da estrela Trappist-1.

Quando o novo telescópio da European Space Organisation começar a funcionar, em 2024, será possível saber se há realmente água nesses planetas.

Mesmo que os pesquisadores não encontrem vida nesse sistema, ela pode se desenvolver lá. O estudo indica que a Trappist-1 é relativamente nova. “Essa estrela anã queima hidrogênio tão lentamente que vai viver por mais 10 trilhões de anos–que é sem dúvida tempo suficiente para a vida evoluir”, escreveu Ignas A. G. Snellen, do Observatório de Leiden, na Holanda, em um artigo opinativo que acompanha o estudo na revista Nature.

Apesar da similaridade entre a Terra e os planetas do sistema recém-descoberto, a estrela Trappist-1 é bem diferente de nosso Sol. A estrela tem apenas 1/12 da massa do nosso Sol. A sua temperatura também é bem menor. Em vez dos 10 mil graus Celsius que nosso Sol atinge, o Trappist-1 tem “apenas” 4.150 graus em sua superfície.

De acordo com o New York Times, a estrela também emite menos luz. Um reflexo disso seria uma superfície mais sombria. A claridade durante o dia, por lá, seria cerca de um centésimo da claridade na Terra durante o dia. Uma dúvida que paira sobre os cientistas é qual seria a cor emitida por pela Trappist-1. Essa cor pode variar de um vermelho profundo a tons mais puxados para o salmão.

Como foi feita a descoberta

Tudo começou em 2016, quando Michael Gillon, astrônomo na Universidade de Liège, na Bélgica, descobriu três exoplanetas orbitando uma estrela anã. Ele e seu grupo encontraram os astros após notar que a Trappist-1 escurecia periodicamente, indicando que um planeta poderia estar passando na frente da estrela e bloqueando a luz.

Para estudar a descoberta mais a fundo, o pesquisador usou telescópios localizados na Terra, como o Star, da Universidade de Liège, o telescópio de Liverpool, na Inglaterra, e o Very Large Telescope da ESO, no Chile. Já no espaço, Gillon usou o Spitzer, o telescópio espacial da Nasa, durante 20 dias.

Com as observações no solo e no espaço, os cientistas calcularam que não havia apenas três exoplanetas, mas sete. A partir dessa análise, foi possível descobrir o tempo de translação, a distância da estrela, a massa e o diâmetro dos sete astros. De acordo com os pesquisadores, ainda é preciso observar o sistema solar por mais algum tempo para saber novos detalhes, como a existência de água líquida.

Após descoberta, Nasa estudará condição para vida em novo sistema

Os seis planetas mais próximos à estrela podem ter uma temperatura na superfície de entre 0 e 100 graus, a faixa na qual pode haver água líquida.

Londres – A apenas 40 anos-luz da Terra há um sistema estelar com sete planetas de massa similar ao nosso, três dos quais se encontram na área habitável e poderiam abrigar oceanos de água na superfície, o que aumenta a possibilidade de que esse sistema possa abrigar vida.

O sistema, localizado por um grupo internacional de astrônomos e cujo estudo foi publicado nesta quarta-feira pela revista “Nature”, tem tanto o maior número de planetas do tamanho da Terra como o maior número de mundos que poderiam ter água em estado líquido na superfície.

Os seis planetas mais próximos à estrela, provavelmente rochosos, podem ter uma temperatura na superfície de entre 0 e 100 graus, a faixa na qual pode haver água em estado líquido, e três deles estão na chamada “área habitável”, razão pela qual são candidatos especialmente promissores para abrigar vida.

Os corpos recém-descobertos giram em órbitas planas e ordenadas ao redor de TRAPPIST-1, uma estrela anã ultrafria com um brilho cerca de mil vezes menor que o do nosso sol.

O autor principal do estudo, Michaël Gillon, do Instituto STAR na Universidade de Liège (Bélgica), se mostrou animado com os resultados.

“Trata-se de um sistema planetário surpreendente, não só por termos encontrado tantos planetas, mas porque são todos assombrosamente similares em tamanho à Terra!”, afirmou Gillon, segundo um comunicado.

O novo sistema é relevante para os cientistas por sua proximidade à Terra em termos astronômicos e porque é o primeiro que conta com sete planetas de um tamanho similar ao nosso, assim como pelo reduzido tamanho de sua estrela, uma particularidade que simplificará o estudo do clima e da atmosfera desses mundos.

Os sete planetas são 80 vezes maiores em relação à TRAPPIST-1 que a Terra em relação ao sol, motivo pelo qual bloqueiam uma grande quantidade de luz quando transitam na frente da estrela.

Isso facilita para os pesquisadores a tarefa de identificar seus componentes químicos por meio de técnicas de fotometria.

“Buscamos uma estrela muito pequena, ao contrário de outros grupos de astrônomos. Isso faz com que os planetas apareçam magnificados”, explicou em entrevista coletiva por telefone Amaury Triaud, pesquisador da Universidade de Cambridge (Reino Unido).

Após uma primeira fase de “reconhecimento”, os cientistas planejam agora iniciar “observações detalhadas para estudar o clima e a composição química dos corpos, com o objetivo de determinar se há vida nele”.

“Em alguns anos saberemos muito mais sobre estes planetas e esperamos saber se há vida no prazo de uma década”, previu Triaud.

Em 2010, o grupo de pesquisadores liderado por Gillon começou a esquadrinhar a vizinhança do sistema solar com o TRAPPIST (Telescópio Pequeno para Planetas em Trânsito e Planetesimais), situado no Chile.

A promissora descoberta inicial da estrela TRAPPIST-1 permitiu aos pesquisadores focar o telescópio espacial Spitzer da Nasa (agência espacial americana) em direção a esse ponto durante 20 dias sem interrupção.

A partir dessas observações e das de outros telescópios terrestres recolhidas durante anos, foram recopiladas evidências de 34 trânsitos de corpos em frente à estrela, que os cientistas atribuem às órbitas de sete planetas.

O sistema estelar, no qual os seis corpos interiores têm períodos orbitais de entre 1,5 e 13 dias, fez os astrônomos se lembrarem do que formam Júpiter e suas luas, tanto por suas proporções relativas como pelas órbitas compactas e próximas.

Nos últimos anos, os cientistas acumularam provas que os planetas do tamanho da Terra são comuns na galáxia, mas o trabalho de Gillon e seus colegas indica que são ainda mais abundantes do que se pensava.

Calcula-se que, por cada planeta que se detecta quando transita em frente a sua estrela, há uma multidão de outros corpos similares (entre 20 e 100 vezes mais) que permanecem inobserváveis porque da perspectiva terrestre não cruzam na frente do astro.

Fonte: Exame.Abril

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