domingo , 22 outubro 2017
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Brasil; para quem quer ser um brasileiro

Artigo de Opinião 

Tikahara Suzuki, filho dos imigrantes japoneses, Seitaro Suzuki e Kuri Suzuki. Meu avô, nascido em colônia japonesa, sentiu na pela as falácias do governo brasileiro, com a lendária falta de apoio aos que chegam à terra nova.

Mas, o Japão estava em crise, e a esperança cruzava oceanos, portanto, meus bisavós vieram em busca de um novo projeto de vida. Assim é o Brasil, um país que acolhe, mas que deixa o povo se virar nos trinta.

Aqui estou, na terceira geração do sonho lá dos anos 20, porém, às vezes, eu não consigo entender por que a gente deixa os sonhos morrerem, eu não consigo entender por que a corrupção sempre vence, eu não consigo entender por que os jovens odeiam, eu não consigo entender por que o tráfico é tão sedutor, eu não consigo entender por que o trabalhador honesto ganha tão pouco, eu não consigo entender por que eu jogo comida fora enquanto milhões passam fome, eu não consigo entender por que o mundo sofre tanto; eu não consigo entender, eu não consigo entender.

Os dias passam, mas o passado insiste em perpetuar-se. As pessoas continuam enganando as outras, eu continuo mentindo para alguns; eu continuo mentindo para mim mesmo. Só que eu tô cansado, eu tô cansado de tentar achar resposta pra tanta coisa, coisas que simplesmente não têm resposta, que tão aí pra gente pegar e resolver.

Eu me sinto velho, cansado, entediado, e confuso com tantos problemas. Sim, eu me sinto velho, cansado, entediado e confuso.

Mas eu não tô morto. Eu não tô morto pra deixar as mentiras passarem por cima de mim. Eu não tô morto pra deixar um mendigo passar fome. Eu não tô morto pra ficar calado, ante, à diabólica corrupção. Eu não tô morto pra tentar achar essas malditas respostas pra tanta violência. Eu não tô morto pra lutar pelo que acredito. Eu não tô morto pra lutar pela paz, saúde e educação. Eu não tô morto pra me dar por vencido pela canalhice. Eu não tô morto pra morrer de desgosto. Eu não tô morto pra não morrer de amor. Eu, nem você estamos mortos, porra.

A gente não precisa ver o mundo acabar. A gente não precisa do Rei da América, nem da Coréia do Norte. A gente precisa fazer o que gosta. Vamos fazer um século diferente, eu rogo. Sem hipocrisia, machismo, homofobia, racismo, luxúria, estupro, trabalho escravo, fraude, delação; e, outros tantos problemas, quantos forem necessários citar.

Vamos sonhar com o Brasil, que é nosso pai e nossa mãe e que é nosso filho também. Vamos dar pra ele saúde, educação, paz e pensamento crítico, porque nem só de pão e circo pode viver uma nação, a elite do Império Romano que vá pra Casa do Caralho, e leve seus discípulos do século XXI pra Puta que Pariu.

Eu tenho uma frase de baixo calão pra dizer pros filhinhos de papai que querem por fogo em índio e embebedar as garotas para estuprá-las: babaca FDP. Tem muito babaca FDP por aí. Só que dá pra mudar, dá pra deixar de ser babaca e FDP. E dá pra deixar de ser uma garota babaca e FDP também. É só começar. Começar por si mesmo. Tá na hora de acordar desse sonho, o sonho dos nefelibatas tropicais.

Créditos Autorais: Marcelo Suzuki Calixto

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